5 coisas que você precisa saber sobre a sua TPM

Estou feia. Estou inchada. Estou gorda. Não consigo parar de comer. Ele não me ama mais. Ele me irrita. Só choro. Parece familiar? Sim, é a famosa TPM!

Você se identificou com alguma (ou todas) as afirmações acima?

Pois saiba que não está sozinha!

Esse conflito de pensamentos é muito comum durante a tão conhecida Tensão Pré-Menstrual – a TPM – também chamada de Síndrome Pré-Menstrual.

1 – O que é a TPM

Essa fase conhecida como TPM se mostra por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais que acontecem de maneira recorrente de uma a duas semanas antes do início da menstruação e melhora quando ela começa. E aí é aquele alívio que, junto com o sangue, vem o fim dessa desestabilização psíquica.

Aproximadamente 80% das mulheres apresentam algum sintoma de TPM, com duração e intensidade variáveis.

Quando os sintomas são tão graves que cursam com prejuízos para o convívio social, profissional e familiar, chamamos de transtorno disfórico pré-menstrual – TDPM. A disforia é uma dificuldade de euforia, que vem do grego: “eu” = bem e phoros = o que carrega. Usamos euforia para representar um sentimento de alegria e bem-estar. O disfórico está indo ao caminho oposto dessa satisfação. Por sorte, esse transtorno disfórico pré-menstrual é mais raro, acometendo aproximadamente 5% das mulheres.

Ainda não se sabe o motivo da TPM aparecer – claro que há relação com os benditos hormônios femininos e suas oscilações -, mas o mecanismo pelo qual isso acontece ainda é obscuro.

2 – Quais os sintomas da TPM

Os sintomas da TPM vão além do emocional e provocam também queixas físicas. As mais frequentes são maior sensibilidade nas mamas; dor e inchaço nas pernas e, às vezes, no corpo todo; ganho de peso; cansaço, distensão abdominal, acne; ansiedade; depressão; mudanças de humor; depreciação da auto imagem, alteração do apetite, irritabilidade, irritabilidade, irritabilidade – sim, a irritabilidade é o sintoma mais frequente!

Quantos desses sintomas você sente?

Tecnicamente, para podermos dizer que você “está de TPM”, basta que vivencie um sintoma que dure cinco dias antes de menstruar. Quando há até três sintomas, considera-se uma TPM leve. Quando há quatro sintomas, a TPM é moderada. Acima de cinco sintomas, é necessário uma avaliação para verificar a chance de ser o transtorno disfórico.

Antes de dizer por aí que você está com TPM. Ou antes de você, pessoa que convive com uma mulher com TPM, dizer por aí “você está com TPM”, é importante se atentar para outras causas de quadro semelhante, como ansiedade e depressão.

3 – Quais os tratamentos para a TPM

O tratamento para combater a TPM é muito variado e pode incluir desde mudanças no estilo de vida e terapias até realização de cirurgia para retirar ovários e encerrar problemas menstruais (nos casos mais graves).

Você sabia, por exemplo, que exercícios aeróbicos podem reduzir o número e a intensidade de sintomas? O controle do estresse com sono adequado e exercícios de meditação também conseguem melhorar sintomas da TPM.

Sobre a alimentação, de maneira geral, aumentar a ingestão de proteínas e diminuir a de carboidratos traz benefícios para a mulher com TPM. É importante também tentar identificar se algum alimento em específico piora sua TPM – isso pode acontecer com cafeína, por exemplo.

A fitoterapia pode ser uma grande aliada para o alívio da TPM. Opte por vitex, gengibre e camomila. O óleo de prímula ainda não tem sua eficácia comprovada, mas algumas pacientes me garantem que ele ajuda bastante.

4 – Quando procurar ajuda médica para tratar a TPM

Há medicamentos capazes de resolver sua TPM. Perca o preconceito em relação à tomar remédio – por vezes, é melhor ter uma qualidade de vida adequada e digna do que ser a durona que não vai tomar medicamento!

Fale com seu ginecologista.

Falei da cirurgia como tratamento e é verdade, mas fica restrita às pacientes com quadro intenso ainda após os 51 anos de idade, certo?

5 – Minha grande dica sobre a TPM é…

Aceite que ela existe! Quando o problema aparece, é preciso dar as mãos a ele e cuidar dele. Fingir que ele não existe, só vai te deixar mais exausta. Por esse mesmo motivo, não procure uma válvula de escape: não coma a tigela de macarronada a bolonhesa; não coma a barra de um quilo de chocolate; não se mate de trabalhar. A exaustão e o sentimento de culpa vem pior depois, alimentando o ciclo vicioso.

Evite tomar decisões importantes nessa fase.

E experimente contar para as pessoas de seu convívio que você tem TPM, que sofre com ela e que é passageira. Na correria do dia a dia, as pessoas nem sempre notam o quanto esse período é ruim para você. Dizendo-lhes, a compreensão será maior. Quem sabe você até ganhe mais um chocolate! Aproveite e peça para ser 70% e sem açúcar!

Um beijo e cuide-se,
Dr. Rodrigo

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