Quais os fatores de risco para um abortamento espontâneo

Abortamento espontâneo: 6 fatores de risco

Quando falamos em fatores de risco, nos referimos a algumas características na paciente (modificáveis ou não) que aumentam a chance de um abortamento espontâneo. Veja os principais.

O abortamento espontâneo é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a interrupção da gravidez no início da gestação, antes da vida do feto ser viável fora do útero, ou seja, quando não há nada a ser feito pela medicina para que o bebê sobreviva. 

Acontece antes de 22 semanas completas (154 dias) de gestação, quando o peso ao nascer é normalmente de 500g. Pode ser classificado como precoce, quando ocorre antes de 13 semanas da gravidez, e como tardio, quando acontece entre as 13 e 22 semanas. 

Estima-se que duas a cada 10 gestantes sofrerão um abortamento espontâneo, sendo que a maioria ocorre até 12 semanas de gestação. E, vale ressaltar: a cada semana que a gravidez avança, menor a chance de um aborto

Quais os fatores de risco para um abortamento espontâneo?

Quando falamos em fatores de risco, nos referimos a algumas características na paciente que podem ou não serem modificáveis, e que aumentam a chance de abortamento espontâneo. É importante entender, no entanto, que ter algum fator de risco não significa que a mulher necessariamente irá abortar.

O 6 principais fatores de risco:

  1. Vícios: Cigarros, álcool e drogas. Fumar mais de 10 cigarros por dia aumenta em cerca de 1,5 a 3 vezes a chance de um abortamento espontâneo. E se apenas o pai fuma, o hábito também constitui fator de risco – por ambos devem ser incentivados a cessar tabagismo.
  2. Idade: quanto maior a idade da mãe, maior o risco de abortamento.
  3. Paridade: o número de partos também influencia. Uma mulher gestante pela primeira vez tem menor risco de abortar do que uma gestante com partos prévios.
  4. Antecedente de aborto espontâneo: ter tido duas ou mais perdas significa risco maior de ter uma terceira perda. Atenção: apenas uma perda não aumenta a chance de ter a segunda!
  5. Casal com alguma doença genética.
  6. Extremos de peso: pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) menor que 18,5 ou maior que 25 têm risco aumentado para abortamento (calcule seu IMC dividindo seu peso pela sua altura ao quadrado).  

O mais importante, sempre, é fazer um bom pré-natal e ter a gestação acompanhada por um obstetra. Se possível, ainda, quando a gravidez é planejada, recomenda-se passar pela chamada consulta pré-concepcional, na qual o médico pedirá exames, dará instruções e recomendará vitaminas que contribuirão para uma gestação mais tranquila. Ainda, é fundamental saber que às vezes o aborto acontece e a mulher não deve se sentir culpada, mas sim buscar averiguar possíveis causas.

Dúvidas? Comente por aqui ou lá no meu Instagram: @dr.rodrigoferrarese 

Um beijo,
Dr. Rodrigo

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